Retrospectiva ou perspectiva? – por Murilo Resende

Eu não sei quando começou o hábito de fazer retrospectivas em formato de programas televisivos e acabei desistindo de pesquisar. Acredito que, de alguma forma, é um último suspiro das emissoras de televisão em uma tentativa de pautar nossa visão de mundo; nesse caso, nossas lembranças de um passado coletivo recente. As retrospectivas geralmente são[…]

O império do efêmero e do imprevisível – por Luís Carlos de Menezes

É secular a tradição de passagens de ano serem momentos em que, além de festejar e desejar saúde e prosperidade, se costuma prospectar tendências para o novo ano, sobre a evolução da inflação, do desemprego e das taxas de juros, sobre o desenrolar de guerras e conflitos, o desenvolvimento de alianças e suas áreas de[…]

Sobre ideias de estimação – por Michael Gonçalves

Mudar de opinião é uma experiência difícil para a maioria das pessoas, pois equivocadamente há a percepção de que isso pode representar um sinal de fraqueza. E muitas vezes é justamente o contrário. Mudar de ideia pode significar processo de evolução, uma forma de engrandecimento. O sábio reconhece que tem mais a aprender que ensinar.[…]

O amor sempre foi líquido – por Fernando Chuí

Amor eterno, amor verdadeiro, alma gêmea, cara metade, até que a morte os separe, se não era eterno é porque não era amor. Dos textos medievais ao samba de raiz, essas legendas pontuam a longeva cultura do amor romântico. Hoje fala-se de sua desilusão, de um mundo onde pessoas não se envolvem mais umas com[…]

A Nova Desordem Nacional – por Luis Carlos de Menezes

Nossa república já teve muitas crises, como as que antecederam ao suicídio de Vargas, à renúncia de Jânio, ao golpe que depôs Jango, ou ao afastamento de Collor, mas a crise atual talvez supere as demais em desesperança. Por um lado, o frágil pretexto para o impeachment de Dilma não credencia o novo executivo, ou[…]

Indignados – por Guappo Sauerbeck

A aprovação de emendas no congresso da noite para o dia é motivo de justa indignação popular. Isso me faz lembrar dos “Indignados” na Espanha. Ficaram conhecidos como “indignados” os manifestantes espanhóis que em 2011 protestavam pacificamente – inicialmente através das redes sociais e, mais adiante, invadindo as ruas. Eram apartidários e reivindicavam mudanças sociais. Os “Indignados”[…]

Vamos falar da dor? – por Michael Gonçalves

No mundo da enfermagem, discute-se que a dor seja o 5º sinal vital, depois da temperatura corporal, do pulso, da respiração e da pressão arterial, pois muitas vezes, o indivíduo que parece inconsciente reage à dor. Acho engraçado que nas academias se fale tanto de no pain, no gain (sem dor, sem ganho) e que[…]

Morte súbita – por Fernando Chuí

Em memória dos atletas do time da Chapecoense – 29/11/2016 O sono sem sonhos, a tragédia, a estatística. O último refúgio da esperança, o medo e o medo. Estaremos inteiramente vivos ao presenciarmos a morte? Duas notícias de morte povoaram nossos portais midiáticos por esses dias: o falecimento de Fidel Castro e a queda do[…]

Penso ou desisto? – por Murilo Resende

Todo mês de novembro o Dicionário Oxford, um dos mais conceituados dicionários da língua inglesa, elege a palavra do ano para definir o espírito dos últimos 11 meses. No último dia 16 de novembro, a palavra escolhida foi “pós-verdade”. Segundo o dicionário, pós-verdade é “relativo a ou que denota circunstâncias nas quais fatos objetivos são[…]